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Condromalácia patelar

A condromalácia patelar é classificada por dor na articulação patelo-femoral, devido a degenerações nesta articulação, porém  estudo publicado na The American journal of sports medicine, investigou, se realmente existe essa relação, entre dor e anormalidades encontradas nos exames de imagem. A pesquisa selecionou 64 pacientes e 70 controles (indivíduos sem dor), a conclusão do trabalho foi que apesar  da relação entre anormalidades da articulação patelo femoral ser hipotetizada como sendo a causa da dor nesses pacientes, o estudou mostrou não existir essa relação.

Essa informação muda completamente o tratamento e manejo desse tipo de paciente, principalmente em tornar o tratamento mais ativo, com exercícios para a região, com o objetivo de melhorar a função e encorajar o paciente ao retorno da prática esportiva.

O diagnóstico de desgaste articular, gera medo e insegurança aos pacientes, fazendo com que ele evite atividades esportivas para a região. Essa mudança na atitude, principalmente no adolescente gera respostas negativas, principalmente ao longo prazo.

Fonte: Structural Abnormalities on Magnetic Resonance Imaging in Patients With Patellofemoral Pain

Estudo publicado na american journal of neuroradiology, analisou a incidência de alterações degenerativas em indivíduos assintomáticos, a incidência aumenta de 37% nos 20 anos de idade para 96% aos 80 anos.

FONTE: http://www.ajnr.org/content/36/4/811.long

Esse tipo de publicação, expõe dúvidas a respeito da utilização de exames de ressonância magnética  para diagnóstico de dor lombar, principalmente para escolha de tratamento e prognóstico.

85% das lombalgias não podem ter diagnóstico específico, sendo classificadas como inespecíficas, e 90% desses pacientes, voltam as suas atividades normais no período, que pode variar de poucos dias até 3 meses, sendo considerado um problema de bom prognóstico.

O tratamento Fisioterapêutico deve ser a primeira escolha, e a cirurgia só é cogitada quando existem sinais e sintomas neurológicos importantes e progressivos.

tratamento hérnia de disco rj

Imagem tirada do site http://getpt1st.com/

Uma das  cirurgias ortopédicas mais comuns  realizadas no mundo, ainda carece de evidências. Neste estudo, onde foi comparado o efeito da artroscopia para lesões de menisco medial com artroscopia placebo, não foram encontradas diferenças significativas que justifiquem o seu uso.

artroscopia

Origina Article from The New England Journal of Medicine — Arthroscopic Partial Meniscectomy versus Sham Surgery for a Degenerative Meniscal Tear

Fonte: Arthroscopic Partial Meniscectomy versus Sham Surgery for a Degenerative Meniscal Tear — NEJM

Apesar de ser muito comum entre profissionais que lidam com esse tipo de problema, a resolução espontânea de uma hérnia de disco, ainda é desconhecida da população em geral, a dor aguda e o exame de imagem, com o diagnóstico de hérnia, ainda é quase certeza de cirurgia para muitas pessoas.

Neste relato de caso, publicado na respeitada The new england journal of medicine, tem a descrição de um caso de uma paciente de 29 anos, com dor irradiada e parestesia na perna direita. A escolha foi o tratamento conservador, após 5 meses em uma segunda ressonância magnética, ficou evidente a resolução da hérnia. A paciente teve melhora dos sintomas, e teve alta da clínica.

Images in Clinical Medicine from The New England Journal of Medicine — Resolution of Lumbar Disk Herniation without Surgery

Fonte: Resolution of Lumbar Disk Herniation without Surgery — NEJM

Dor lombar persistente!

Ótimo vídeo educativo sobre dor lombar. O quanto devemos considerar o diagnóstico de imagem, como hérnia de disco, artrose e etc? Como devemos lidar com o problema? Repouso/atividade? A importância dos fatores psicossociais na transição entre lombalgia aguda para crônica. Excelente oportunidade para quem está sofrendo com dor lombar e está perdido em qual caminho tomar, o esclarecimento é sempre o melhor remédio!

Essa é uma dúvida muito comum entre os pacientes, ao pegar o resultado do exame com esse diagnóstico, a primeira coisa que passa na cabeça é se isso é algo grave/importante ou não.

A coluna tem curvaturas chamadas lordose e cifose, essas curvas são desenvolvidas na infância e servem para absorver melhor o impacto e a força da gravidade quando estamos em pé, a princípio ter curvas harmônicas é importante, porém não existe nenhuma evidência  científica que comprove que ter a coluna retificada, tem alguma relação com dores na coluna. Esse achado é muito comum na população em geral, mesmo em quem nunca sentiu qualquer tipo de dor.

Existem as deformidades agudas, quando aparecem junto com a dor, e o paciente não é capaz de corrigi-las sozinho, esses desvios são estratégias do organismo para não sentir dor, são chamadas de postura antálgica, podem ser laterais quando a cabeça ou o tronco estão desviados, ou sagitais, quando a cabeça está fixa em flexão, e a lombar retificada, com a perda da curvatura. Nesse caso a deformidade é consequência da dor.

Quando sentamos relaxados sem o cuidado de manter a coluna ereta, nós não só retificamos, como invertemos a curvatura da coluna lombar, quando fazemos isso, a carga imposta nos discos sittingintervertebrais é enorme, principalmente se pensarmos que a maior parte das pessoas trabalham 8 horas por dia nessa posição, durante anos, nós chamamos isso de estresse postural mantido. No longo prazo essa carga gera uma deformação nas estruturas articulares e consequentemente dor, e isso vai acontecer em qualquer pessoa, tendo retificação da coluna ou não.

Então, a nossa atenção tem que se concentrar na maneira em como sentamos, em como nos movemos quando pegamos algo no chão e etc, e não em achados radiológicos, até porque, pouco podemos fazer a respeito.

Atualmente, temos ferramentas diagnósticas simples e de baixo custo, como a avaliação mecânica proposta pelo Método Mckenzie, onde podemos identificar se a dor do paciente é de origem discal ou não, e ter precisão no prognóstico.

“O processo de avaliação McKenzie (…) foi superior à ressonância magnética na distinção entre discos dolorosos e não-dolorosos.”

  1. Donelson, C. Aprill, R. Medcalf, W. Grant. A prospective Study of Centralization of Lumbar and referred Pain: A predictor of symptomatic discs and annular competence. IN: Spine 22 (10), 1997.

Com a avaliação mecânica, podemos elaborar um tratamento eficiente, e educamos o paciente para evitar os prováveis fatores agravantes, e não menos importante, desmistificamos crenças negativas do paciente que dificultam o processo de reabilitação.

Saiba mais sobre o Método Mckenzie (MDT) aqui.