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Archive for the ‘retificação da coluna lombar’ Category

Essa é uma dúvida muito comum entre os pacientes, ao pegar o resultado do exame com esse diagnóstico, a primeira coisa que passa na cabeça é se isso é algo grave/importante ou não.

A coluna tem curvaturas chamadas lordose e cifose, essas curvas são desenvolvidas na infância e servem para absorver melhor o impacto e a força da gravidade quando estamos em pé, a princípio ter curvas harmônicas é importante, porém não existe nenhuma evidência  científica que comprove que ter a coluna retificada, tem alguma relação com dores na coluna. Esse achado é muito comum na população em geral, mesmo em quem nunca sentiu qualquer tipo de dor.

Existem as deformidades agudas, quando aparecem junto com a dor, e o paciente não é capaz de corrigi-las sozinho, esses desvios são estratégias do organismo para não sentir dor, são chamadas de postura antálgica, podem ser laterais quando a cabeça ou o tronco estão desviados, ou sagitais, quando a cabeça está fixa em flexão, e a lombar retificada, com a perda da curvatura. Nesse caso a deformidade é consequência da dor.

Quando sentamos relaxados sem o cuidado de manter a coluna ereta, nós não só retificamos, como invertemos a curvatura da coluna lombar, quando fazemos isso, a carga imposta nos discos intervertebrais é enorme, principalmente se pensarmos que a maior parte das pessoas trabalham 8 horas por dia nessa posição, durante anos, nós chamamos isso de estresse postural mantido. No longo prazo essa carga gera uma deformação nas estruturas articulares e consequentemente dor, e isso vai acontecer em qualquer pessoa, tendo retificação da coluna ou não.

Então, a nossa atenção tem que se concentrar na maneira em como sentamos, em como nos movemos quando pegamos algo no chão e etc, e não em achados radiológicos, até porque, pouco podemos fazer a respeito.

Atualmente, temos ferramentas diagnósticas simples e de baixo custo, como a avaliação mecânica proposta pelo Método Mckenzie, onde podemos identificar se a dor do paciente é de origem discal ou não, e ter precisão no prognóstico.

“O processo de avaliação McKenzie (…) foi superior à ressonância magnética na distinção entre discos dolorosos e não-dolorosos.”

  1. Donelson, C. Aprill, R. Medcalf, W. Grant. A prospective Study of Centralization of Lumbar and referred Pain: A predictor of symptomatic discs and annular competence. IN: Spine 22 (10), 1997.

Com a avaliação mecânica, podemos elaborar um tratamento eficiente, e educamos o paciente para evitar os prováveis fatores agravantes, e não menos importante, desmistificamos crenças negativas do paciente que dificultam o processo de reabilitação.

Saiba mais sobre o Método Mckenzie (MDT) aqui.

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Método mckenzie MDT

Robin Mckenzie-idealizador do método.

Método McKenzie® de Diagnóstico e Terapia Mecânica® (MDT-Mechanical Diagnosis and Therapy®), é um incrível e eficiente método de tratamento para dores na coluna, sua eficiência é internacionalmente reconhecida. Robin Mckenzie (o criador do método), recebeu muitos prêmios ao longa da vida, dentre eles, foi condecorado em 1990 pela Rainha da Inglaterra, Elizabeth II, tornando-se Officer of the Most Excellent Order of the British Empire (O.B.E.) e em 2000, como Companion of the New Zealand Order of Merit, ambas as honrarias em reconhecimento a seus serviços prestados à Fisioterapia.
Uma das principais contribuições do método, é tirar o foco negativo dos diagnósticos de imagem, como artrose, hérnia de disco, retificação da coluna e etc, e ao invés disso, se concentrar nas características mecânicas do problema. Ao longo dos anos, a avaliação desenvolvida pelo instituto Mckenzie, vem obtendo validação científica nas principais revistas científicas que abordam o tema de patologias da coluna.

“O processo de avaliação McKenzie (…) foi superior à ressonância magnética na distinção entre discos dolorosos e não-dolorosos.”
R. Donelson, C. Aprill, R. Medcalf, W. Grant. A prospective Study of Centralization of Lumbar and referred Pain: A predictor of symptomatic discs and annular competence. IN: Spine 22 (10), 1997.

O Método McKenzie, é fundamentado na busca de uma relação de causa e efeito entre as posições que o paciente geralmente assume enquanto está sentado, em pé, ou em movimento, e na relação da dor como resultado dessas posições ou atividades.
Através de uma avaliação que se baseia em um conjunto de movimentos, o fisioterapeuta classifica o paciente em uma das três síndromes propostas (postural, disfunção ou desarranjo), e a partir desse diagnóstico mecânico, elabora o plano de tratamento. Vale lembrar que a educação do paciente sempre foi o ponto chave:
“A palavra chave [do Método McKenzie®] é educação. De fato, toda a abordagem desse sistema de Diagnóstico e Terapia Mecânica® é baseada na educação – educação sobre as causas, educação sobre exercício e postura e, é claro, educação sobre prevenção”.
Robin McKenzie, em entrevista publicada em: The McKenzie Journal MIUSA, vol. 9 nº 3 , 2001.

Os objetivos do Método McKenzie são:

  • Eliminar os sintomas
  • Recuperar completamente a função
  • Prevenir reincidências

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A degeneração discal é um achado muito comum na população em geral, pode estar relacionada com um quadro de dor local e/ou irradiada para a perna ou braço. Também podem ocorrer formigamentos e em casos mais graves alterações motoras, como perda de força. Vale lembrar que hérnia de disco não é sinônimo de dor, grande parte da população em geral tem achados radiológicos de hérnia de disco sem nunca terem apresentado nenhum sintoma.

O disco intervertebral é a estrutura que fica localizada entre as vértebras, tem como função amortecer e distribuir parte da carga aplicada sobre a coluna.

O disco é constituído pelo anel fibroso, estrutura de fibrocartilagem em forma de anel, que tem a função de conter o deslocamento do núcleo pulposo (parte central do disco de constituição gelatinosa). O processo de degeneração discal acontece quando a estrutura do anel fibroso perde a sua integridade e o núcleo tende a ser forçado para fora do disco.

A hérnia pode ser classificada como protusão: Quando não houve ruptura completa do anel fibroso; Extrusão: quando há ruptura completa; e sequestro: Quando são encontrados fragmentos do disco.

tratamento para hérnia de disco.

Hérnia de disco pode ocorrer em qualquer região da coluna vertebral, sendo mais raro na região torácica e mais frequente na coluna lombar, principalmente no nível de L5-S1.

Causas: O fator genético tem grande influência, associado a fatores ambientais como trabalhar por longo período sentado, levantar peso de forma repetida, tabagismo e etc.

Sintomas: Quando o ânulo externo está intacto, os sintomas costumam ser locais, não irradia. A dor irradiada, como por exemplo a dor ciática, ocorre quando há compressão de raiz nervosa.

Estudos indicam que aproximadamente 90% das crises agudas de hérnia de disco melhoram em torno de 6 semanas.

Tratamento: O tratamento conservador deve ser a opção de tratamento durante dois meses, a cirurgia só é considerada quando há déficit motor progressivo ou dor insuportável.

A estabilização segmentar vertebral, Osteopatia, Acupuntura e Pilates, tem excelentes resultados tanto na fase aguda, quanto para evitar que o quadro se torne crônico e recorrente.

Vídeo educativo sobre hérnia de disco (em inglês).

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Até 85% da população mundial apresentará pelo menos uma crise de dor lombar durante a vida, em média, 90% destes pacientes terão recuperação total dos sintomas em torno de 6 semanas. Porém, 70% desses pacientes sofrerão nova crise após um ano. Diante disso, o nosso tratamento deve ser voltado para diminuição das recorrências e não para o tratamento desta crise inicial.

Estabilização Segmentar Vertebral (ESV) é um método inovador idealizado por Fisioterapeutas da Universidade de Queensland (Austrália), até a presente data é a técnica com os melhores resultados no tratamento da dor lombar e com a maior credibilidade internacional, principalmente no meio científico. Este conceito divide o nosso sistema muscular em dois grupos, o 1° grupo é classificado como músculos locais por terem inserção direta na coluna, e terem a função de estabilidade. O 2° é classificado como músculos globais e tem a função de locomover o nosso corpo.

Esses dois grupos devem funcionar em harmonia, porém as pesquisas comprovaram que em pacientes com dor, os músculos locais contraem de forma atrasada mantendo a nossa coluna instável e em permanente risco, e mesmo quando a dor melhora o corpo não tem a capacidade de recuperar essa estabilidade de forma espontânea. A única técnica fisioterapêutica com comprovação cientifica, que recupera essa harmonia e evita as recorrências de dor lombar a longo prazo, é a estabilização segmentar vertebral.

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Lombalgia não é uma doença específica, e sim um sintoma que pode ocorrer a partir de uma variedade de processos. Em até 85% das pessoas com dor lombar a causa é desconhecida. As causas mais comuns de lombalgia envolvem músculos, articulações e/ou nervos da coluna vertebral. Dores referidas de órgãos abdominais, pélvicos e do tórax também podem ser uma fonte de dor. Hábitos posturais (como ficar sentado ou em pé por muitas horas) ou uma atividade extenuante podem ser fatores agravantes. Também é bastante reconhecido que a dor pode ser muito influenciada por fatores psicológicos e outros fatores não orgânicos.

Quando ocorre compressão de raiz nervosa, os sintomas de dor e “formigamento” podem irradiar-se para a perna, como no caso da dor ciática.

lombalgia

Em 90% dos casos a dor costuma ter remissão completa em torno de 2 meses, independente do tratamento utilizado. Porém, o retorno da dor em até 2 anos é frequente, fazendo com que a prioridade do tratamento seja evitar que a dor volte e não apenas melhorar a dor naquele momento.

A técnica com mais resultados para tratamento da lombalgia a longo prazo, é a estabilização segmentar vertebral (ESV), este conceito tem mostrado resultados excelentes, diminuindo o percentual de recidivas de 80% para 35%. A base da ESV é o foco na recuperação do controle motor, principalmente nos músculos transverso do abdômen e multífido lombar. Estes dois músculos tem funções específicas de dar estabilidade a coluna, porém essa função é perdida na presença de dor, apenas se recuperando se forem retreinadas pelo Fisioterapeuta.

estabilização segmentar vertebral

Todo paciente que tem ou já teve lombalgia deve ser submetido a (ESV), o tratamento consta de exercícios específicos realizados no consultório e em casa e dura de 8-12 semanas.

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A posição sentada é um fator agravante nos pacientes com dor lombar, porém a melhor postura ao sentar ainda é assunto de muita discussão. Um estudo divulgado na Manual therapy journal, investigou a percepção de 295 Fisioterapeutas de 4 países europeus sobre qual seria a melhor postura sentada em uma amostra de 9 opções.

A postura 9 (54,9%) e a 5 (30,5%), foram as mais aceitas. A postura 9 envolve uma coluna relativamente neutra, com  a manutenção da lordose lombar e relaxamento da coluna torácica, enquanto a postura 5 envolve extensão em ambas as regiões, lombar e torácica, e um certo grau de inclinação do tronco para frente.

Apesar do consenso em relação a melhor postura sentada, com 85% escolhendo entre duas posturas, elas são consideravelmente diferentes. Isto mostra um desacordo entre qual seria a melhor posição sentada. Os autores do artigo concordam com que a postura 9 tem várias vantagens, porém isso não quer dizer que essa postura deve ser automáticamente adotada como a melhor postura, alguns aspectos foram adversos, com relação a região do pescoço, torácica e ombro.

De todas as posições escolhidas, 91,8% tinham um padrão de lordose lombar, isso sugere que há uma forte tendência entre os fisioterapeutas em selecionar essa postura.

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Os números dão o tamanho do sofrimento: cerca de 5,4 milhões de brasileiros sofrem de hérnia de disco, um problema caracterizado pelo desgaste da estrutura que existe entre as vértebras. É responsável por grande dor, e, em vários casos exige o afastamento dos pacientes de suas atividades. Em geral, é muito comum que eles sejam logo encaminhados para uma cirurgia corretiva, o que implica em riscos inerentes a qualquer operação.

Um estudo divulgado esse ano, porém, mostrou que esta deveria ser a última estratégia a ser pensada. Publicada na revista da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos, o trabalho afirma que cerca de 90 % dos indivíduos portadores de hérnia de disco podem se recuperar com tratamentos conservadores.

O resultado vem ao encontro do que têm defendido médicos especializados no assunto, que dizem que a cirurgia só deve ser uma opção quando não há resposta terapêutica a um tratamento de no mínimo oito semanas envolvendo Fisioterapia (estabilização segmentar vertebral), Acupuntura, Osteopatia e medicamentos.

Vídeo educacional sobre lombalgia (em Inglês).

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